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  A A      Como desatar os nós que amarram o SUS Sistema de saúde é admirado em todo o mundo, mas surgiu junto aos dogmas neoliberais no Brasil – por isso segue incompleto. Sem um projeto estratégico para ampliá-lo, e com as investidas do setor privado, seguirá insuficiente. Eis algumas propostas para debate O SUS, o maior programa social do Brasil, conquista do povo brasileiro na redemocratização, ainda não é um sistema de saúde único no Brasil. Esta intenção, apesar de ser realisticamente impossível nos marcos de um sistema capitalista, por parte dos que historicamente batalharam por serviços e direitos iguais para o povo brasileiro e os inscreveram na Constituição de 1988, não se impôs. Existe ao lado um sistema privado que vem ganhando músculos à custa de mudanças regulatórias, da redução do papel do Estado, da transferência de recursos públicos através de isenções e estímulos e das tais mui amigas parcerias público-privadas, de velho e novo tipo. Por aqui v...

RURAL

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  A A      GOMO: Um respiro agroecológico na Oxxolândia Quando corporações engolem o comércio local e impõem o deserto dos ultraprocessados, uma iniciativa inspira a urbanidade frutífera: um mercado onde o trabalho é cooperativado desafia a ideia de patronato e oferece preços justos. Poderá se espalhar pelas cidades? “ A melhor esquina é a sua porque tem Oxxo na rua ” – slogan da empresa no Instagram “ Um outro mercado é possível ” – chamado da Gomo Coop em material de divulgação Na Agroecologia, nenhuma espécie de ser vivo é definida como uma praga. Cada animal, vegetal ou fungo tem sua função na teia da biodiversidade. Quando um deles se multiplica exageradamente ou atrapalha um determinado ecossistema, dizemos que existe um desequilíbrio e buscamos incentivar a natureza a se reorganizar. Mas, quando olhamos para a sociedade humana, a palavra praga tem muita utilidade! Ela pode ser usada, por exemplo, para definir outro tipo de “elemento”: aquele que, apesar d...

TECNOLOGIA

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  A A      Trabalho: Como evitar que as IAs nos definam Naturalizar a adoção de tecnologias e entregá-las ao  mercado  expõe a sociedade à sua lógica – em que “eficiência” significa reduzir trabalho humano. Mas a própria sociedade pode disputar outro futuro. Como na China, desenhar um arcabouço legal que proteja empregos A adoção das IAs no mercado de trabalho brasileiro, vista como “ganho de eficiência”, mascara o custo do desemprego e da precarização. Naturalizar essa adoção e encarregar o mercado da solução dos problemas que as IAs ignoram os custos da violência social envolvida. Uma proposta alternativa é a construção de uma regulação capilar e evolutiva, baseada em métricas locais e na articulação de coletivos comunitários para controlar o ritmo de substituição do trabalho e evitar transições catastróficas anunciadas. O texto é um sopro para politizar a introdução das IAs questionando quem ganha e quem perde, onde e quando, defendendo que a tecnol...